SCRUM e processos ágeis – primeiras experiências práticas

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Antes de mais nada, um Feliz Ano 2010!! Mesmo se encaro um post de um blog como algo “atemporal”, o meu “momento presente” é de início de ano e, assim, aproveito essa ocasião para ter um contato “pessoal” com você, caro leitor.

Hoje estive “conversando” com alguns twitters, lendo alguns emails das lista SCRUM-Brasil, e resolvi compartilhar algumas experiências pessoais dos últimos meses de trabalho utilizando SCRUM.

Nesse ponto, a primeira pergunta que me faço é… Mas… managgia… Será que, de fato, minha equipe utiliza SCRUM? É uma dúvida que me atormenta desde o início do projeto pelo simples fato de verificar algumas inconsistência entre a teoria (que conheço mais que a prática) e ela, a prática do dia-a-dia.

Assim, resolvi fazer um check-list entre teoria e prática… Peguei alguns pontos que o framework sugere e verifiquei se de fato utilizamos na nossa equipe. Vamos ver:

1) Sprint: SIM, com toda a equipe
2) Backlog: SIM, realizado pelo SCRUM Master
3) Daily Scrum: SIM, realmente “diário”
4) Planejamento do Backlog: SIM, realizado pelo SCRUM Master
5) Planejamento do Sprint: SIM, com toda a equipe a cada início de sprint
6) Reuniões com Stakeholders: SIM, normalmente realizado pelo SCRUM Master
7) Sprint review: SIM, com toda a equipe

Fiquei novamente intrigado com o resultado… Ora, se estamos seguindo “mais ou menos” ao pé da risca a teoria, porque ainda vejo alguns problemas?

Para ser mais específico, vou listar os que eu vejo. Ah, e aqui talvez seja válido relacionar algumas informações a respeito do projeto e da equipe (e também daquele que escreve):
- a minha posição na equipe é de desenvolvedor.
- nossa equipe é formada por 7 desenvolvedores e 1 coordenador (que atua como SCRUM Master).
- o nosso cliente é interno.
- o nosso produto é um framework de testes de hardware.

Agora vamos aos problemas. Alguns deles já foram discutidos nas nossas reuniões de sprint review e outras são somente a minha visão:
- por questões de espaço físico não temos um “quadro kanban”. Toda a gerência acaba ficando restrita à estação do nosso SCRUM Master. Se pensamos no SCRUM como um instrumento que agiliza a comunicação entre os membros da equipe, ponto negativo nesse caso para nós.
- o backlog também está restrito à estação do SCRUM Master. Consequentemente a equipe só tem acesso a ela nas reuniões de planning e review.
- entre os sprints a equipe (ou alguns da equipe) costumam ter geaps de até alguns dias. Tenho a impressão que esse é um dos pontos mais críticos nesse momento.
- nem toda a equipe conhece teoricamente o SCRUM e também não é que se interessa tanto em conhecer a fundo o framework. Não sei o quanto isso é ruim, mas noto que quem conhece a teoria é capaz de aplicá-la de uma forma mais completa e também de compreender os valores e vantagens que existem por detrás dela.

Esse post não tem nenhuma conclusão. O objetivo era compartilhar algumas primeiras experiências obtidas com o uso do SCRUM. Com o tempo espero poder publicar as respostas que fomos encontrando para os problemas relatados.

De qualquer forma espero que a minha atitude, nesse momento, seja de tentar ser pró-ativo, colaborando com a equipe naquilo que for necessário. Veremos os resultados…

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2 Comments.

  1. @Flavio Steffens de Castro Flavio!! Obrigado pelas dicas. Vou tentar trabalhar nessa linha. :)

  2. Salve, Eduardo. Está encontrando problemas? Ótimo! O Agile é exatamente isso: externar os problemas. Minha sugestão é para vocês colocarem os pingos nos is e falarem: “Agora vamos adotar SCRUM BY-THE-BOOK por três sprints”. E vejam o que acontece.

    Adaptar o framework sem saber o que precisa ser adaptado normalmente é o erro que todos nós cometemos.

    Ah sim. Vocês fazem várias reuniões ali. MAS cadê a retrospectiva (a mais importante de todas)?

    Abraços!

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