Chamou-me a atenção o recente artigo de Giulio Meazini na revista Cidade Nova de setembro de 2007. Ele faz uma abordagem interessante sobre as duas realidades do mundo moderno: aquela real e a outra, virtual.
A tempos venho pensando nisso como uma questão fundamental para os nossos dias, já quem quem vive somente no primeiro é um excluído da sociedade moderna. E quem vive somente do segundo, por assim dizer, em que mundo vive?
Na minha convivência com profissionais da tecnologia fico espantado ao notar que o entretenimento normalmente passa-se virtualmente, desde jogos, chats, publicações, amizades e até mesmo relações afetivas. E a diversão ‘real’ normalmente é relacionada à momentos de grande descontração e alto índice de álcool – ou seja, saída da realidade.
Àqueles que não podem – ou não querer – aderir à realidade virtual, restam algumas soluções paleativas, com os atuais MP3, MP4 ou MP*. É interessante andar nos ônibus de Porto Alegre e notar a alegria daqueles que não possuem muitas vezes o necessário para alimentar a família, mas que se contentam e se satisfazem com um super MP4 comprado em um camelô do centro para ouvir a mais moderna rádio da cidade – já que MP3, mesmo, só se tivesse acesso a um computador de verdade…
Anyway… vale refletir: qual será a realidade daqui pra frente? A First Life, a Second Life ou a mistura de vidas realmente virtualizadas?
Psicólogos? Ajudem-me… 
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