Inteligência Estratégica: um diferencial

Inteligência Estratégica

Inteligência Estratégica

Tenho estudado recentemente como a inteligência estratégica pode influenciar um ambiente – seja ela de nível pessoal, corporativo, de colaboração…

Uma vez que existe um trabalho prévio de pensar no que se deseja realizar, o resultado é extremamente mais satisfatório do que atitudes e decisões empíricas. E não só… Decisões e ações que são tomadas à partir da análise e compreensão do ambiente no qual o sujeito está inserido são muito mais suscetíveis ao sucesso.

Um outro ponto que tenho descoberto como sendo fundamental para o sucesso de um planejamento é o alinhamento entre as áreas de tecnologia de informação (TI) e de negócios. Olhando ao nosso redor, a TI está praticamente em tudo. Porém não pode-se dizer que ela está igualmente alinhanda com o negócio do sujeito. Observa-se isso, novamente, a nível pessoal e corporativo.

No meu ponto de vista, isso é conseqüência, inicialmente, da falta de condições que, hoje, pessoas e empresas têm de acompanhar a evolução tecnológica. E isso é bastante claro vendo a quantidade de inovações que aparecem diariamente no mercado – sobretudo de TI. Ora, a um certo ponto prefere-se partir para o “seguro” que sempre trocar ou optar pelas novas tendências. Financeiramente, inclusive, seria inviável optar sempre por novas soluções.

Contudo, o frenesi dos nossos dias e a falta de tempo de parada e verificação do ambiente que nos circunda impede que sejamos capazes de super-utilizar as ferramentas que estão disponíveis a portata di mano. Observe. Quem utiliza todos os recursos disponível no próprio celular? Ou ao menos sabe quais são as ferramentas que o próprio celular possui? Ou então investiga para saber se poderia ter algum ganho comprando um celular mais simples, já que não utiliza nem 10% dos recursos ali disponíveis?

Você – possivelmente – utiliza os recursos disponibilizados por Google e cia. O Gmail é um ferramente extremamente interessante, não é?! Mas quem utiliza todos os recursos dela? Você até hoje está chateado porque ele não te permite criar pastas e organizar seu conteúdo. Mas por acaso você já chegou a usar os marcadores? E os filtros de mensagem?

Ampliando ainda um pouco… A quantidade de ferramentas de gestão pessoal (financeira, mapa mental, ebooks) que existem e estão disponíveis gratuitamente na rede são ou já foram utilizadas por você? E você ainda tem dificuldades para organizar suas contas com o excel ou seu bloco pessoal de notas, não é mesmo?

Não estou aqui defendendo nenhuma instituição e nem mesmo a TI, pois nós mesmos usamos muitos post-it’s e quadros brancos para o nosso trabalho. Meu questionamento é, de fato, o por quê de não pensarmos naquilo que fazemos e, sobretudo, como poderíamos fazer algo que fazemos e que demanda tanto tempo de uma maneira mais eficaz, utilizando recursos já disponíveis.

Também, quais ações tomar para atingir nossos objetivos? E, ainda mais profundamente, estamos alinhando nossos objetivos com os recursos que existem disponíveis?

E os nossos objetivos? Estão claros? São baseados em um modelo empírico ou em fatos concretos que me permitem garantir que ele está correto e baseado numa necessidade de mercado (pensando num modelo corporativo)?

Acho que coloquei muitos elementos num mesmo balaio. Porém, são questionamentos que vêem à minha mente e que estou procurando respostas.

Frat&Midia – graduação

Estive acompanhando esses dias uma interessante discussão sobre vários pontos e, entre eles, a questão da gradução curta (2,5 anos) e longa.

Vale a pena conferir! http://groups.google.com/group/fratmidia/browse_thread/thread/3554b5cdb2791ed8?hl=pt-BR

Refiro um artigo do professor Mauricio Pimentel realmente elucidador: http://www.pimentel.pro.br/twiki/pub/Main/Textos/apagao_knw.pdf

Aproveitando, algumas dicas dos blogs dos meus colegas de Frat&Midia:

- Francisco Magalhães: http://buracodacatita.wordpress.com/

- Valter Hugo: http://vartzlife.wordpress.com

- Mariana Assis: http://alemdobit.com/

CityFest está no ar!

global_cityO ano de 2010 marcará a cidade de Curitiba! Será o ano em que o movimento dos Focolares, internacionalmente conhecido pelo seu trabalho em prol da fraternidade, realizará pela primeira vez no continente americano um evento global. 

Esse evento trata da cidade. Para maiores informações, vide http://www.glocalcity.org/

Quem disse que não existem coisas boas…

 

Pope2YouROMA, 20 maio 2009 (AFP) – O Vaticano lança nesta quinta-feira o site www.pope2you.net que se conectará com o Facebook e a rede de notícias H2O News, por ocasião da 43ª Jornada Mundial das Comunicações Sociais, tendo sido idealizado pelo Conselho Pontifício para as Comunicações (CPCS).

 

Não será um site estável, dependerá da resposta dos jovens“, precisou monsenhor Claudio Maria Celli, presidente do CPCS.

 

A partir da página, o usuário terá acesso ao texto papal em cinco idiomas, podendo reenviá-lo como mensagem, convertê-lo em postal virtual, com frases e imagens do pontífice e aprofundar alguns aspectos, segundo a metodologia Wikipedia.

 

Uma aplicação tirada do canal de notícias H2Onews poderá ser descarregado num iPhone ou num iPod, com arquivos de áudio e vídeo.

 

O novo site foi projetado pelo sacerdote Paolo Padrini.

 

Na véspera do lançamento, Bento XVI pediu aos jovens, durante a audiência geral, que manifestem sua fé através da internet.

 

Aproveitem de forma positiva o potencial dessas técnicas para construir laços de amizade e solidariedade que possam contribuir para um mundo melhor“, acrescentou.

“Estamos correndo atrás constantemente. Mas o que ninguém sabe é correndo atrás de quê.”

Estamos correndo atrás constantemente. Mas o que ninguém sabe é correndo atrás de quê”. Essa frase, de Sigmunt Bauman e publicada por Risoletta Miranda em http://idgnow.uol.com.br/internet/weblogia/idgcoluna.2009-05-01.2862072003/, no mínimo me fez pensar.

Nesse artigo a autora fala dos nativos digitais. Tenho a impressão que eu me inquadro nessa categoria, mesmo se a minha infância foi “real” e talvez a última da era sem computadores.

Comecei a ter acesso aos computador (entenda-se os primeiros XT’s que apareceram no Brasil… aqueles com telas verdes, etc) com 10 anos de idade. Nunca fui um amador dos jogos de videogame ou mesmo de computadores (preferia mesmo a minha bicicleta! :) ). Porém, com o passar do tempo percebo que me tornei um personagem dessa era dos nativos.

Sim, estou cheio de informações. Sim, busco sempre mais estar por dentro daquilo que acontece no mundo. Sim, ainda não me acostumei a questionar, na grande parte das vezes, sobre qual ponto de vista as notícias que estou consumindo foram escritas.

E, o mais “sério” de tudo, eu acho, é que grande parte do que eu consumo é inútil e trata da vulnerabilidade da vida de pessoas que são expostas à uma imprensa que vive reclamando sua liberdade de expressão e divulga/pensa/escreve somente aquilo que os patrocinadores pagam.

Ora, o que está errado? Seria eu? Seria a imprensa? Seria a sociedade? Seria o fato que não sabemos mais pensar?

Não sei… Sei, contudo, que faço parte dessa geração que está com a sala suja. E, ao invés de perder tempo limpando-a, acho que o melhor caminho seja trocar de sala e começar a prepara-la para receber as visitas que deverão vir visitar-me nos próximos anos.

Ainda acho que o melhor caminho não é criticar o que de ruim existe por aí: na minha opinião, o melhor mesmo é criar novas alternativas para demonstrar que existes, sim, modos de mostrar o mundo numa ótima positiva, tão real quanto aquela que vemos hoje.

Mundos diferentes

Chamou-me a atenção o recente artigo de Giulio Meazini na revista Cidade Nova de setembro de 2007. Ele faz uma abordagem interessante sobre as duas realidades do mundo moderno: aquela real e a outra, virtual.

A tempos venho pensando nisso como uma questão fundamental para os nossos dias, já quem quem vive somente no primeiro é um excluído da sociedade moderna. E quem vive somente do segundo, por assim dizer, em que mundo vive?

Na minha convivência com profissionais da tecnologia fico espantado ao notar que o entretenimento normalmente passa-se virtualmente, desde jogos, chats, publicações, amizades e até mesmo relações afetivas. E a diversão ‘real’ normalmente é relacionada à momentos de grande descontração e alto índice de álcool – ou seja, saída da realidade.

Àqueles que não podem – ou não querer – aderir à realidade virtual, restam algumas soluções paleativas, com os atuais MP3, MP4 ou MP*. É interessante andar nos ônibus de Porto Alegre e notar a alegria daqueles que não possuem muitas vezes o necessário para alimentar a família, mas que se contentam e se satisfazem com um super MP4 comprado em um camelô do centro para ouvir a mais moderna rádio da cidade – já que MP3, mesmo, só se tivesse acesso a um computador de verdade…

Anyway… vale refletir: qual será a realidade daqui pra frente? A First Life, a Second Life ou a mistura de vidas realmente virtualizadas?

Psicólogos? Ajudem-me… Undecided

Oppenheimer e a bomba atômica

Um cientista de vanguarda, um homem corajoso. Um modelo possível para os atuais desafios éticos da ciência.

Giulio Meazzini (artigo originalmente publicado na revista Cidade Nova)

 

Há cem anos nascia Julius Robert Oppenheimer, um dos cientistas mais representativos da Física do Século XX. O seu nome está indissoluvelmente ligado à fabricação da primeira bomba atômica, mas ele se tornou um personagem importante para a história devido, sobretudo, às escolhas corajosas que fez em nome do homem e da sobrevivência da humanidade.
Antes de desempenhar um papel importante no desenvolvimento da bomba atômica, Oppenheimer realizou pesquisas de relevo para o desenvolvimento da Física teórica, antecipando, já nos anos 30, aspectos relativos à teoria sobre a formação das estrelas de nêutrons e dos buracos negros.

Em 1942, quando o governo dos Estados Unidos confiou ao coronel Groves a função de realizar o projeto da primeira bomba atômica, Oppenheimer sugeriu a este que o desenvolvimento da arma fosse concentrado em um único laboratório. Isso porque ele achava que as pessoas deveriam poder falar livremente uma com a outra, que as idéias teóricas, assim como as descobertas experimentais, deveriam circular entre todos. Ele achava também que, num único laboratório, o desperdício, a frustração e o erro dos muitos estudos experimentais divididos em compartimentos poderiam ser eliminados.
O coronel Groves não só seguiu o conselho de Oppenheimer para a criação e a localização do laboratório, que surgiu em Los Alamos (Novo México), como escolheu o próprio cientista como primeiro diretor.
O sucesso do projeto dependeu em muito da genial administração de Oppenheimer. Ele formou um grupo de cientistas de primeira linha; foi hábil na delegação das responsabilidades. Ele conseguiu manter livre o fluxo das informações entre todos os membros da sua equipe, apesar do sigilo do projeto. O resultado desse trabalho foi que, no dia 16 de julho de 1945, a primeira bomba atômica demonstrou toda a sua potência num teste realizado em Alamogordo.

Em Hiroshima

Em 1945, Oppenheimer sustentou, diante dos militares, a tese de que o único modo de terminar a guerra e poupar centenas de milhares de militares dos Estados Unidos, que morreriam na invasão do Japão, era o uso da bomba atômica sobre um objetivo militar numa área densamente habitada. Diferentemente do presidente dos Estados Unidos, os cientistas não tinham conhecimento das tentativas do governo japonês de chegar a um acordo de paz através de tratativas diplomáticas.

No dia 6 de agosto de 1945 a primeira bomba foi lançada sobre Hiroshima: 140 mil pessoas morreram naquele ano e 200 mil nos cinco anos seguintes em conseqüência da bomba. Depois de três dias uma segunda bomba foi lançada, sobre Nagasaki: 70 mil habitantes foram mortos naquele dia ou até o fim do ano, e mais de 70 mil morreram nos cinco anos seguintes pelo efeito da radiação.

A crise de consciência

Anos depois, perguntaram a Oppenheimer se ele tinha sentido remorsos pelo fato de que tantos civis tinham sido mortos ou feridos com a explosão da bomba, e ele comentou: “Terríveis!” E acrescentou: “Os físicos sentiram uma responsabilidade particular pelo fato de terem minuciosamente sugerido, apoiado e, por fim, tornado possível a realização das armas atômicas. Falando sem meios termos, sem nenhum exagero, os físicos conheceram o pecado, e esse é um conhecimento que ficará neles para sempre”.

Essa consciência do mal provocado pela bomba o levou a tomar decisões fundamentais na sua vida. Para começar, renunciou à função de diretor do laboratório de Los Alamos. No último dia nessa função, diante de toda a população da cidadezinha, reunida para uma cerimônia ao aberto, entre outras coisas, Oppenheimer disse: “Se as bombas atômicas forem acrescentadas como novas armas aos arsenais de um mundo bélico… chegará o tempo em que a humanidade blasfemará contra os nomes de Los Alamos e de Hiroshima. Como as bombas atômicas são tão terríveis, diante deste perigo comum, todos os povos do mundo devem unir-se porque senão morrerão. Estamos todos trabalhando a fim de realizar a esperança de um mundo unido, segundo a lei e a humanidade.”

O empenho civil

Oppenheimer abandonou as pesquisas com objetivos bélicos para dedicar-se ao projeto do controle internacional da energia atômica. Participou da preparação do Acheson Lilienthal Report que sugeria a instituição de uma autoridade internacional, ligada às Nações Unidas, para o desenvolvimento atômico com fins de pesquisa e de exploração das aplicações pacíficas. O documento sugeria também que as armas atômicas fossem banidas do arsenal bélico de todas as nações, precedendo deste modo a criação da Agência para o controle dos armamentos atômicos, que se efetivou só em 1957.

Depois ele dedicou-se ao ensino (dirigiu o famoso Institute for Advanced Study em Princeton) e à função de conselheiro do governo em questões relacionadas à energia atômica, exercendo desse modo uma forte influência sobre as decisões de seu país.

Mais do que qualquer outro cientista, Oppenheimer opôs-se à construção da superbomba de hidrogênio, cerca de mil vezes mais potente do que as de Hiroshima e Nagasaki. Uma decisão que o levou a sofrer um processo e a ser condenado.

A condenação — depois da qual lhe foi negado o acesso aos documentos secretos — foi justificada pelos contatos que ele tinha tido no início dos anos 30 e 40 com certas associações de esquerda. Mas a justificativa principal foi o fato de, em 1949, ele se opor ao programa de desenvolvimento da bomba de hidrogênio.

A importância de Oppenheimer só pôde ser plenamente resgatada outra vez em 1963, quando o presidente Lyndon Johnson lhe conferiu o Enrico Fermi Award, a maior homenagem que o governo dos Estados Unidos confere a alguém por um eminente serviço no campo da energia nuclear. Na verdade, a proposta da homenagem tinha sido aprovada por John F. Kennedy pouco antes do seu assassinato, com o reconhecimento de que uma grande injustiça tinha sido cometida. O cientista morreu poucos anos depois, no dia 18 de fevereiro de 1967.

Unidade de intentos

Oppenheimer talvez tenha sido o primeiro cientista a aprofundar a temática das relações entre ciência, ética e sociedade. Ele sublinhava que a ciência, com o seu enorme potencial de progresso para a humanidade, sem uma base ética terminaria se esvaziando.

Desde novembro de 1945, quando fez o discurso aos membros da Associação dos cientistas de Los Alamos, ele afirmava a profunda interdependência moral que liga os cientistas a todos os homens: “O valor da ciência deve ser encontrado no serviço aos homens. (…) Mais fortes do que os ligames que nos unem como cientistas, são os vínculos mais profundos, que nos ligam aos nossos semelhantes.”
Para Oppenheimer, a fraternidade universal é um valor fundamental. Ele apresenta esse valor também como modelo para a ciência: “A unidade da ciência não deve ser entendida como uma unidade global dos conteúdos, mas como uma comunidade de intentos”, afirmou.

Companheiros virtuais

Com os avanços da tecnologia, a fronteira entre pessoa e personagem virtual está se tornando cada vez mais sutil

Giullio Meazzini (artigo publicado originalmente na revista Cidade Nova)

 

Tem 16 anos, cabelos em trança, olhos amendoados; short e camiseta colados ao corpo; tem cara de sapeca e caráter vivaz. Foi feita sob medida para agradar os jovens e os menos jovens, mas também a outras garotas como ela. Move-se com desenvoltura. Tem só um particular que provoca inquietação: não existe materialmente. É uma “star” virtual, uma marionete que existe só na memória e nos programas de computador.

Já são numerosas as simulações interativas animadas que povoam a publicidade, as transmissões televisivas e os jogos em CD. O esforço que se faz agora é para dar a estas criações da fantasia humana uma “personalidade independente”, ou seja, não só respostas, frases e movimentos pré-estabelecidos, mas uma capacidade de responder, de interagir com pessoas de carne e osso num jogo sem fim, que torna fluídos os confins da realidade.

Quem sabe se não é o sonho da mulher perfeita ou do príncipe azul que está se tornando realidade? Imagine estar em companhia de alguém, quando e como você quiser, que tem exatamente os traços físicos, os conhecimentos e os gostos que você quer, com a inteligência e a psicologia que você deseja. Alguns chamam essas criaturas de “personóides”: pode ser um amigo virtual com o qual partilhar as dúvidas, ou um “psicólogo” que, a ‘partir do computador, lhe faz sugestões terapêuticas. Ou, quem sabe, “alguém” que pode ser programado para estar sempre loucamente apaixonado por você.

No universo dos jogos eletrônicos, chegamos a simulações muito sofisticadas, nas quais se pode criar, por exemplo, mundos habitados por pequenas criaturas que nascem, crescem, têm filhos, envelhecem e morrem. Esses produtos da chamada “vida artificial” possibilitam interações com um nível de participação e de envolvimento emotivo incríveis.

Com, efeito, essas “criaturas” “aprendem”, com um mecanismo de prêmio e castigo, interagindo com outras criaturas e objetos virtuais que eu posso introduzir em seu mundo. A função do jogador (ou criador) é “criar” estes seres, ensinando-lhes uma linguagem, o uso correto de objetos e como evitar perigos, entre outras coisas.

Tudo isso é feito variando os parâmetros “vitais” que definem as características psicológicas de cada criatura (fortaleza, medo, cansaço, sonolência, tensão, impulso sexual); características sociais e físicas (anticorpos e hormônios presentes no sangue); características genéticas e atividades cerebrais.

Depois de um tempo de interação com essas criaturas é difícil não senti-las “vivas”, em decorrência da grande variedade, perfeição e imprevisibilidade das atitudes que assumem; dos movimentos faciais; das dores, das alegrias, dos altos e baixos de sua vida artificial. A simulação é tão realista que, se alguém não estiver atento, pode até enfrentar dúvidas “morais”, típicas talvez de um criador.

Tudo isso nos leva a pensar que, ao lado das descobertas científicas, é preciso desenvolver a consciência individual e a responsabilidade social. Só assim aproveitaremos todo o positivo que esses desenvolvimentos podem oferecer sem, contudo, criarmos aberrações. O dilema é o de sempre: para que estamos usando os avanços da tecnologia?

Diferentes visões em busca de diálogo

Depois de séculos de distanciamento e de confronto, faz-se necessário um diálogo entre os mais diversos campos do conhecimento 

Giulio Meazzini (artigo originalmente publicado na revista Cidade Nova)

 
Platão e Aristóteles, os maiores filósofos da Antigüidade, morreram há aproximadamente 2.400 anos e existe quem diga que, desde então, o pensamento humano não fez nada mais do que comentar as visões desses gigantes. Efetivamente, não são muitos os pensadores que tiveram a audácia e a capacidade de elaborar uma completa descrição do mundo, propondo uma explicação coerente (e convincente!) sobre o funcionamento e o significado do cosmo, incluindo o homem. Uma explicação capaz de esclarecer também a relação entre homens e deuses.

Como afirmava Marco Túlio Cícero (106 a.C. – 43 a.C.), grande orador romano, realmente ³não existe nenhum povo tão rude e feroz que, embora ignore qual Deus se deva adorar, não venere algum².

Chegar ao conhecimento sobre a vida e o cosmo recebeu um impulso decisivo no momento em que irrompeu na história Jesus de Nazaré com a sua revelação da essência de Deus que é Amor.

Investigadores da verdade

A questão religiosa não ocupa apenas uma parte de nossa vida, mas incide sobre todos os aspectos da existência. Busca responder a questões que interessam a toda a humanidade como, por exemplo, o significado da vida, da dor e da morte; os valores e a natureza da história e do progresso.

Com a vinda de Jesus, a procura da verdade recebeu uma força decisiva. Nessa linha, um dos pensadores que se destacaram, nos séculos IV e V da era cristã, foi Agostinho (354-430), teólogo e bispo da cidade de Hipona, na África romana. Tendo vivido num período marcado por heresias e invasões dos povos bárbaros, ele colocou as bases da Europa cristã que nasceu das cinzas do Império Romano. Ele fez isso escrevendo obras que compõem um monumento de sabedoria ³para dirigir o intelecto e os sentimentos dos homens em direção a Deus². É o maior entre os grandes teólogos dos primeiros séculos do cristianismo, conhecidos como Padres da Igreja.

Quase mil anos depois, em plena Idade Média, Tomás de Aquino (1225-1274), na sua obra monumental, integrou o patrimônio cultural grego com a mensagem cristã, mostrando como a felicidade do homem – ser sem igual na criação – consiste em poder encontrar Deus face a face, por meio do conhecimento oferecido pela razão e pela Revelação trazida por Jesus (fide illustrata), e que contribuem para conhecer Deus, o homem e a criação. A respeito de questões cosmológicas específicas, ao invés, Tomás de Aquino pontualiza ³que se comete um erro quando se afirma ou se condena em nome da fé aquilo que não é de sua competência². Ele foi definido como um gênio em movimento, um espírito em constante atenção, em busca da sabedoria, inexorável defensor e amigo da verdade.

Investigadores do conhecimento

³A própria beleza da criação é um grande livro… O céu e a terra gritam para ti: eu sou obra de Deus², escreveu Agostinho. Os Padres da Igreja sempre reconheceram que a primeira manifestação oferecida por Deus aos homens, simples e doutos, é a própria natureza. E isso, sempre, foi um grande estímulo para o estudo do cosmo.

No final do século XVI, Galileu Galilei (1564-1642) foi o primeiro a estabelecer a necessidade e as modalidades de uma observação direta, precisa e refletida dos fenômenos naturais, reservada, porém, a cientistas, não a teólogos. De fato, ³o livro da natureza é escrito na linguagem da matemática… e pode ser lido somente por aqueles que conhecem essa linguagem².

Pela primeira vez, o estudo da natureza foi separado da reflexão da teologia e da filosofia, mesmo se não pode haver contradições entre os resultados finais desses dois níveis de conhecimento. Isso porque, segundo Galileu, ³tanto a sagrada Escritura quanto a natureza procedem igualmente do Verbo Divino, a primeira por inspiração do Espírito Santo, e a segunda por obedecer fielmente às ordens de Deus².

Em 1642 ano em que morreu Galileu, nasceu Isaac Newton (1642-1727), o gênio que sintetizou as intuições de Galileu numa única teoria matemática, capaz de explicar fenômenos não ligados aparentemente entre si, tanto na Terra quanto nas estrelas mais distantes. Sobre o palco de um espaço e de um tempo fixos e absolutos, o grande cenário do cosmo é submetido a leis e constantes universais, compreensíveis e mensuráveis pelo homem com base na observação experimental. As descobertas científicas de Newton dão início a um longo período no qual a clamorosa capacidade da ciência de prever e controlar uma quantidade crescente de fenômenos coincide com uma retirada progressiva da teologia. Já que a hipótese Deus não é mais necessária, a teologia torna-se inútil.

Nos anos sucessivos, com René Descartes (1596-1650) e, principalmente, com Kant (1724-1804), a filosofia coloca em discussão e redefine os fundamentos do conhecimento; considera a razão como único instrumento à disposição do homem, com as suas potencialidades e os seus limites.

No século XIX, Charles Darwin (1809-1882) dá um grande impulso para a separação entre conhecimento científico e religião. Ele explica a variedade das espécies presentes na Terra, sem recorrer a um Deus criador; mas somente à ação da seleção natural. O próprio homem é incluído – como todos os animais – na descendência dos ancestrais que viveram em épocas remotas sobre a Terra. A partir desse momento, o paradigma da evolução entra em inúmeros âmbitos não só da ciência, mas também da sociedade humana, contribuindo fortemente para a laicização do pensamento e da ação cotidiana.

Por fim, no século passado, Albert Einstein (1879-1955) revoluciona a compreensão científica e filosófica do universo com a teoria da relatividade. Ele mostra o universo como o único espaço-tempo de quatro dimensões, ³curvado² devido à presença das massas. No último período da sua vida, busca inutilmente conciliar a sua visão do mundo macroscópico com a mecânica quântica que descreve o comportamento do mundo microscópico. Essa nova mecânica transtorna os fundamentos da ciência, atingindo-a exatamente na pressuposta capacidade de prever e conhecer tudo com precisão.

Einstein, que não acreditava em um Deus pessoal, reflete sobre o fato de ³que aquilo que deveríamos esperar, a priori, é justamente um mundo caótico, totalmente inacessível ao pensamento. Ele confessa a sua imensa admiração pela estrutura do mundo que a ciência tinha revelado até então. Entretanto, o cientista encontra-se diante de ³um alto grau de ordem do mundo objetivo. Esse é o Œmilagre¹ que se reforça muito mais com o desenvolvimento dos nossos conhecimentos. É aqui que se encontra o ponto frágil dos positivistas e dos que se declaram ateus, felizes apenas porque têm a consciência de terem espoliado – com sucesso total – o mundo não só dos deuses, mas também dos milagres².

Rumo a uma nova unidade?

A ciência cumpre o seu papel quando se utiliza de um método que não pode observar e compreender outros âmbitos do conhecimento que não sejam experimentáveis. Por isso, a pesquisa científica deve ser respeitada na sua liberdade e autonomia.

Entretanto, diante dos impetuosos desenvolvimentos da ciência, a reflexão da fé algumas vezes sentiu-se constrangida a contestar a ciência. Mas sempre houve grandes estudiosos religiosos com visões globais. No século XIX, John Henry Newman (1801-1890), teólogo inglês e filósofo, abraça um horizonte muito vasto em suas reflexões. Coerente até o fim no seu amor à verdade, (³em primeiro lugar a verdade²) enfrenta as principais questões filosóficas e teológicas do seu tempo, antecipando alguns dos temas que seriam completamente delineados apenas no século XX. Defende, entre outras coisas, a necessidade de deixar a liberdade de pesquisa para a ciência: ³Para a religião, a liberdade de expressar o pensamento nunca é perigosa; pelo contrário, muitas vezes, é útil. Mas para a ciência, é algo absolutamente necessário².

Ao mesmo tempo, ele se questiona sobre o abandono do cristianismo por muitos, afirmando categoricamente que o verdadeiro motivo da incredulidade não é uma dificuldade da inteligência, mas um defeito do coração, uma secreta aversão aos conteúdos da Bíblia.

No início do século XX, Pavel Aleksandrovitch Florenski (1882-1937), ansioso por alcançar uma síntese entre espiritualidade e cultura, entre fé e pensamento laico, esforça-se por fazer confluir todo o ensinamento da Igreja, numa visão filosófico-científica e artística do mundo. Cientista multiforme, filósofo e sacerdote ortodoxo – morto num gulag stalinista – Florenski almeja atingir a convivência entre verdade, saber científico e mistério.

Florenski recorda-nos, com veemência, que o homem é um ser integral e não pode ser dividido em si mesmo. Deve, portanto, conciliar dentro de si a visão científica e cultural que tem do mundo com as próprias convicções filosóficas e religiosas, e as necessidades afetivas com a exigência de dar um sentido à própria vida. Uma busca que nunca acaba.

Portanto, o problema não é tanto a ciência em si mesma, quanto a responsabilidade de cada homem, de cada cientista.

O futuro da ciência

Um exemplo significativo dessa responsabilidade é o debate existente atualmente entre cientistas e filósofos sobre o futuro da ciência. As ciências, principalmente as biológicas, estão diante de um novo panorama; não somente após terem deposto o homem do vértice da criação, abandonando-o no recanto longínquo de uma insignificante galáxia do universo, mas também depois de terem alterado para melhor tantos aspectos da nossa vida cotidiana.

A teoria da evolução julga que pode explicar muito bem o que aconteceu nos últimos 600 milhões de anos, embora ainda encontre dificuldade em relação ao início da vida bilhões de anos atrás e o conseqüente surgimento dos seres vivos. Nos últimos anos, as neurociências e as ciências cognitivas juntas iniciaram uma exploração bem sucedida do único campo do conhecimento que até agora era domínio exclusivo da filosofia e da religião porque estava relacionado diretamente ao homem. É um estudo que compreende sentimentos, vontade, consciência, responsabilidade, religião e inteligência, entre outras coisas.

Essa linha de pesquisa dividiu os cientistas: há quem considere que a ciência deva fazer tudo sozinha, satisfazendo também a necessidade de as pessoas terem respostas aos porquês de dor, amor, temor etc. Ou seja, segundo eles, a ciência deve substituir a religião, proporcionando soluções rigorosas e objetivas baseadas nos atuais conhecimentos científicos. Desse modo, seriam superadas as desconfianças de muita gente em relação à ciência, que freqüentemente, no seus resultados, contraria as expectativas do bom senso.

Outros cientistas – talvez a maioria – estão amedrontados por esse panorama e temem que a ciência se torne uma espécie de nova religião, provocando apenas a rejeição e o conflito frontal. Para eles, o melhor é fazer com que tudo seja apresentado nos limites de uma simples teoria científica, mostrando-a como tal.

Por fim, entre os filósofos da ciência também há quem deseje uma evolução rápida das religiões de acordo com a lógica darwiniana.

Uma nova síntese

Diante desses desafios, existe a exigência de uma nova síntese. É uma exigência percebida, de modo especial, por quem crê que o conhecimento obtido por meio de muitos percursos da razão não esteja em contradição com o conhecimento oferecido pela Revelação à razão de quem crê. Pode-se buscar, então, a humanização da ciência.

Pode-se ainda propor que, após terem se separado e combatido, as várias disciplinas voltem a dialogar. Dessa vez, porém, em espírito de serviço, a fim de oferecer ao homem a unidade requerida pelo saber. Enfim, pode-se almejar que, 800 anos depois, surja um novo Tomás de Aquino, capaz de dar continuidade àquela síntese iniciada por Florenski. Mas, em tempos nos quais a humanidade experimenta de maneira penosa novos modos de se comunicar em rede para constituir uma única aldeia global, ou melhor, uma única família humana, a resposta adequada poderia ser outra: não apenas um Tomás de Aquino; todavia, mais de um, dois ou mais juntos. Pessoas que busquem uma nova unidade do saber, que saibam antes de tudo viver a comunhão entre si. Comunhão de conhecimento e de vida, de inteligência e de amor.

O conhecimento no tempo

Platão (428-7 a.C.-348-7 a.C.) e Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.)

Não são muitos os pensadores que, como Platão e Aristóteles, tiveram a audácia e a capacidade de elaborarem uma completa descrição do mundo, propondo uma explicação coerente (e convincente!) do funcionamento e do significado do cosmo, incluindo o homem.

 Marco Túlio Cícero ( 106 a.C.-43 a.C.)

³Não existe nenhum povo tão rude e feroz que, embora ignore qual deus se deva adorar, não venere algum.²

Agostinho de Hipona ( 354-430)

O grande teólogo do IV século escreveu obras que compõem um monumento de sabedoria “para dirigir o intelecto e os sentimentos dos homens a Deus”.

Tomás de Aquino (1225-1274)

Para o téologo italiano ³a felicidade do homem consiste em poder encontrar Deus face a face por meio do conhecimento oferecido pela razão e pela Revelação trazida por Jesus.²

Galileu Galilei (1564-1642)

Com ele, pela primeira vez o estudo da natureza foi separado da reflexão teológica e filosófica, embora, segundo Galileu, ³tanto a Sagrada Escritura quanto a natureza procedam igualmente do Verbo Divino².

Isaac Newton (1642-1774)

As descobertas científicas de Newton dão início a um longo período no qual a capacidade da ciência de prever e controlar fenômenos naturais, coincide com uma progressiva retirada da teologia.

Kant (1724-1804)

Sua filosofia coloca em discussão fundamentos do conhecimento do conhecimento, considerando a razão como único instrumento à disposição do homem.

John Henry Newman (1801-1890)

Enfrentando as mais importantes questões do seu tempo, Newman afirma que o verdadeiro motivo do desprezo à teologia é uma secreta aversão dos cientistas aos conteúdos da Bíblia.

Charles Darwin (1809-1882)

O paradigma da evolução instituído por Darwin entrou em inúmeros âmbitos da sociedade humana, contribuindo fortemente à laicização do pensamento e da ação cotidiana

Albert Einstein (1879-1955)

O cientista austríaco revoluciona a compreensão científica e filosófica do universo com a teoria da relatividade. Ele mostra o universo como o único espaço-tempo de quatro dimensões, ³curvado² devido à presença das massas.

Pavel Aleksandrovitch Florenski (1882-1937)

Para Florenski, o homem é um ser integral e deve conciliar dentro de si a visão científica e cultural que tem do mundo com as próprias convicções filosóficas e religiosas.

Identidade Net One

por Marcello Benites

Saiba mais sobre o grupo Frat&Mídia, a Proposta da Fraternidade na Mídia e o Projeto Net One

A idéia de fazer esta exposição oral durante um dos  nossos encontros do grupo Frat&Mídia veio da necessidade de reunir informações básicas sobre a proposta da rede Net One e transmiti-las a pessoas que estivessem se integrando ao grupo. Havia também uma outra necessidade, de registrar brevemente num único texto o surgimento, a trajetória, os princípios e a estratégia da Net One, como uma referência para todos os participantes atuais ou pesspas que viessem a integrar o grupo. Uma referência que indicasse textos básicos da Net One e os registros feitos na imprensa nacional sobre a rede (podemos afirmar, quase com certeza, todos na Revista Cidade Nova). Seria um tipo de “Quem somos”, daí o nome – pretensioso, admitimos – de “Identidade Net One”.

 

Conceito de Net One e distinção entre a Net One e o Frat&Mídia

Depois desse preâmbulo, podemos começar, esclarecendo que o grupo Frat&Mídia adere à proposta da Net One, mas não é oficialmente ligado à mesma.

A Net One, por sua vez, é uma rede internacional de agentes de comunicação.

Essa expressão “agentes de comunicação” é a mais abrangente possível para envolver comunicadores – profissionais ou não-,  professores, estudantes e pesquisadores de comunicação; e pessoas que tenham interesse em refletir e atuar no mundo da mídia, como telespectadores, leitores, internautas e ouvintes que queiram influenciar e interagir no processo de produção de conteúdo.

Mas que tipo de agentes de comunicação a Net One reúne? São pessoas que desejam:

1 – Vivenciar a fraternidade entre elas;

2- Refletir, juntas, sobre as realidades e as teorias midiáticas;

3 – Levar essa vivência e essa reflexão aos locais de trabalho ou campos de atuação ligados à mídia;

4 – Atuar na mídia ou interagir com ela para que transmita fraternidade em seu conteúdo.

 

Esses quatro momentos podem acontecer simultaneamente. Mas a experiência que Net One tem feito, de forma mais sistemática desde 2000, é de empreender, inicialmente, a etapa número 1, ou seja, a vivência da fraternidade entre os agentes de comunicação que aderiram à proposta.

 

Esse foi um caminho natural que se demonstrou também estratégico. As experiências de maior êxito de Net One começam com a vivência fraterna entre seus membros para, só depois, lançar propostas por uma mídia melhor à sociedade.

 

Eventos Fundantes

Os eventos que fizeram nascer Net One foram basicamente quatro:

1) Doutorado Honoris Causa em Ciências da Comunicação concedido a Chiara Lubich, em 1997. Esse reconhecimento, por parte da Universidade St. John’s, de Bangkoc, na Tailândia, foi motivado pela contribuição de Lubich, por meio do Movimento dos Focolares, ao mundo das comunicações.

Essa contribuição é melhor detalhada no discurso “O Carisma da Unidade e os Meios de Comunicação”, feito por Chiara no Congresso Comunicação e Unidade (Roma, 2000).

É uma contribuição que vai de grandes eventos transmitidos via satélite com audiências de até 500 milhões de pessoas até a realização, entre milhares de membros dos Focolares, da maior teleconferência do mundo – sempre com transmissão de conteúdos voltados para a fraternidade universal.

Pode-se acrescentar a essa contribuição toda uma reflexão feita por Chiara, proposta aos integrantes do Movimento, voltada para a importância da comunicação na harmonização da vida das pessoas e destinada também a amplificar, pela divulgação interna e externa, o bem realizado por elas.

2) Congresso Comunicação e Unidade – Roma – 1 a 3 de junho de 2000. NESTE CONGRESSO NET ONE FOI FUNDADA

3) Seminário Internacional de Net One – Roma- 6 e 7 de junho de 2003

4) Congresso Internacional de Net One –  Roma – 5 a 7 de novembro de 2004

5) Atualização (18/9/7): Net One promoveu outro evento internacional, o Intermediando, realizado em forma de curso destinado principalmente a estudantes e jovens profissionais de comunicação, de 18 a 23 de junho de 2007. “Tentar apontar os caminhos pelos quais a comunicação pode promover uma sociedade da criatividade, da partilha, da cooperação, da fraternidade”, foi o enfoque do evento (cf. CN Jun 2007). Talvez, o Intermediando já não se enquadre como “evento fundante” de NetOne, visto que a essa rede já está com sete anos de fundação. Vale dizer também que a caracterização de “eventos fundantes”, atribuída até ao congresso de 2004, é do autor deste texto. Pode não haver consenso sobre este limite junto a outros integrantes da NetOne.

 

Para saber mais sobre Net One

1) Reportagens e artigos

“Comunicar para unir” (José Antonio Faro, Revista Cidade Nova, julho de 2000)

“O mundo na mira dos Comunicadores” (Marcello Benites, Cidade Nova, setembro de 2004)

“Net One e o desafio de informar sem dividir” (MB, Cidade Nova, dezembro de 2004)

“Fraternidade, juventude e mídia” (Cidade Nova – Seção Fragmentos de Fraternidade, Junho/2007)

“Flashes de uma comunicação que constrói” (Thiago Borges e Daniel Fassa, Cidade Nova, agosto de 2007)

* Acréscimos ligados uma notícia prévia sobre o Intermediando e uma reportagem posterior ao evento

Além de Cidade Nova, a Abba – Revista de Cultura traz artigos de profunda reflexão sobre a proposta da fraternidade nos diversos ambientes culturais e humanos em geral (filosofia, sociologia, antropologia, direito, saúde etc).

 

Atualização (18/9/7): O número 3 de 2005 (que por motivos editoriais ainda não estava disponível na época da primeira redação deste “Identidade NetOne”) traz o artigo “A mídia vai à guerra”, de Michele Zanzucchi, um dos coordenadores internacionais de NetOne.

Trata-se de uma análise do trabalho dos correspondentes de guerra, especialmente na guerra-ocupação atual do Iraque. Traz a interessante reflexão sobre a dependência da mídia em relação às forças armadas dos EUA.

Mas faz também importantes registros históricos sobre os primeiros protagonistas dessa especialidade jornalística, durante a Guerra da Criméia (1853), com menções a Heródoto, Homero e Trucídides, como remotos pioneiros dos relatos de guerra.

O artigo, em sua conclusão, afirma que “alguns jornalistas [a respeito da ocupação do Iraque] –  mais numerosos até do que pensamos – começaram a se questionar se o primeiro fator de conhecimento do comunicador – ou seja, a atitude de ouvir – não foi deixado muito de lado, para dar espaço só às imagens”, uma crítica ao jornalismo televisivo.

 

2) O “Mundo da Comunicação” do Movimento Humanidade Nova

Vale ressaltar também que Net One e Frat&Mídia ocorrem na seqüência de muitas iniciativas internacionais, nacionais e regionais cujo início é difícil registrar. São, por exemplo, eventos do chamado “Mundo da Comunicação”, do Movimento Humanidade Nova, ligado aos Focolares.

 

3) O grupo “Mídia Mundo Unido”

Recentemente, uma ação de estudantes universitários proporcionou interessante reflexão sobre a mídia com o objetivo de melhorá-la. Foi o “Mídia Mundo Unido”. O grupo realizou reuniões no Campus da Universidade de São Paulo (USP) e, entre outras iniciativas, promoveu, há pouco mais de três anos, o “Laboratório de Idéias sobre Mídia” (Na reportagem “TV ruim? Podemos fazer algo” – Cidade Nova, 04/2003 – a jornalista Mariele Prévidi registra brevemente o evento). Vários integrantes do Mídia Mundo Unido participam hoje do Frat&Mídia – inclusive a própria Mariele – e podem dar outras informações sobre aquela ação.

 

Textos Básicos de NetOne

Ressalva sobre os aspectos religiosos-espirituais dos textos básicos

É natural que comunicadores ligados ao Movimento dos Focolares, ao falar de comunicação, considerem, pelo menos em nível pessoal, determinados aspectos espirituais, porque o Movimento dos Focolares tem raízes religiosas.

Mas, por outro lado, é natural também que um profissional da comunicação conteste, ache que a profissão e a técnica nada têm a ver com espiritualidade.

Nesse contexto, convidamos todos a uma postura de escuta tolerante e diálogo ao abordarmos os textos básicos de Net One, quando neles forem citados, por exemplo, as pessoas de Jesus e da mãe dele, Maria, e, ainda, algumas inspirações e conceitos vindos do campo da espiritualidade.

Veremos que esses aspectos podem trazer valiosa contribuição moral e ética à prática e à reflexão sobre a comunicação, independentemente de uma adesão a eles.

Convidamos a essa atitude de diálogo e de escuta tolerante – e até de boa receptividade – também porque, mesmo se a essência desses textos é a Espiritualidade*, eles são elaborados em sintonia com a teoria, a técnica e a experiência de muitos profissionais – alguns de destaque – da comunicação, presentes em países dos cinco continentes.

 * Aqui nos referimos não à espiritualidade em geral mas à Espiritualidade da Unidade, proposta pelos Focolares.

Saiba quais são os textos

1)     “O Carisma da Unidade e os Meios de Comunicação” (discurso de Chiara Lubich, Congresso Comunicação e Unidade, Roma, 2000; disponível no livro Ideal e Luz, da mesma autora. Editora Cidade Nova);

2)     Maria e a Comunicação (Chiara Lubich, Seminário Internacional sobre a Comunicação, Roma, 2003; Abba – Revista de Cultura, No 2, Vol. VII, 2004);

3)     O silêncio e a Palavra, a Luz (Michele Zanzucchi, Congresso Internacional de Net One, Roma, 2004; podemos enviar o texto). Atualização (18/9/7) É só pedir pelo e-mail fratemidia@hotmail.com.

Site

O site de Net One, com textos na maioria das vezes em italiano, é www.net-one.org (em italiano)

Atenção: não se trata de um site do Frat&Mídia (que atualmente não dispõe de uma página ativa) e nosso grupo – pelo menos por enquanto e coletivamente – não interage com essa homepage. Atualização (18/9/7) o e-mail fratemidia@hotmail.com, senha netone2000 (só revelada aos membros do grupo) tem hospedado as discussões-diálogo do Frat&Mídia).

Publicações

Por enquanto são apenas em italiano, todos editados por Città Nuova (caso alguém possa traduzir algum deles ou todos, ou mesmo trechos, numa iniciativa de gratuidade – importante elemento da fraternidade -, será uma contribuição muito bem-vinda!)

1) “Comunicazione e Unità – Congresso Giugno 2000 (2003)

Lella Siniscalco/Michele Zanzucchi (org.)

2) Net One – Seminario Internazionale sulla Comunicazione Giugno 2003 (2004)

Lella Siniscalco (org.)

3) lL Progetto di Net One – media e spiritualità dell’unità (2004)

M. Zanzucchi (org.)

4) Tutta Rivistita di Parola – IL Mondo della Comunicazione si Specchia in Maria – 70 profezionisti dei media leggono un testo di Chiara Lubich (2004)

Michelle Zanzuchi (org.)

 

Estratégias

1) Encontros Mensais

O Frat&Mídia, entre suas estratégias, tem adotado a prática de encontros presenciais mensais (foram realizados vários em São Paulo-SP) com partilhas de experiências pessoais-profissionais e um esforço de reflexão teórica sobre comunicação.

(Atualização 18/9/7) Infelizmente, por motivos diversos, os encontros mensais não se mantiveram por muito tempo.

Mas Frat&Mídia continuou por meio de contatos pessoais e via Internet. Prosseguiu naquilo que é essencial ao grupo, a convivência fraterna e a partilha de projetos e atuações pessoais no cotidiano da nossa relação com a mídia, com o objetivo injetar nela a fraternidade.

Não obstante essa interrupção, está sempre em nossos planos a meta de retomar os encontros periódicos não apenas em São Paulo, mas em outras regiões onde existem integrantes do Frat&Mídia.

O objetivo é sempre que esses encontros sejam “espaços de fraternidade” para seus participantes.

 

2) Partilha de experiências pessoais-profissionais

Realiza-se durante os encontros mensais.

Aqui falamos em experiências “pessoais-profissionais” porque, em geral, durante eventos profissionais comuns, como congressos, seminários, grupos de trabalho e reuniões sindicais, o aspecto pessoal pode, por vezes, ser deixado de lado.

No caso dos congressos, seminários e grupos de trabalhos, apresentam-se geralmente apenas os sucessos (ou às vezes somente uma imagem de sucesso).  Já no caso dos sindicatos, são normalmente apresentadas reivindicações trabalhistas quase sempre pautadas pelo confronto patrão-empregado.

Durante nossos encontros as situações profissionais felizes e também as difíceis (até mesmo fracassos) podem ser partilhadas, tanto do ponto de visto técnico-profissional, quanto do ponto de vista pessoal e emotivo.

Podemos falar de nossos projetos (e sonhos, por que não?) e da nossa angústia por eventuais fracassos na tentativa de atuar na mídia de forma a melhorá-la como almejamos.

Assim, diante de ouvidos, mentes e – podemos dizer – corações atentos, temos a possibilidade de encontrar não só o conforto fraterno para compartilhar momentos difíceis como, quem sabe, os conselhos ou pistas oferecidos por agentes da comunicação como nós.

No Frat&Mídia podemos contar com a experiência de profissionais que estão há bastante tempo no mercado e, também, com o vigor e o entusiasmo de jovens que começam a atuar na mídia.

Todos dividem o objetivo de esforçar-se para fazer dos meios de comunicação um ambiente cada vez mais fraterno e uma estrutura veiculadora de fraternidade para a sociedade.

3) Elaboração teórica: ousadia e prudência

Queremos ler e refletir juntos os textos básicos e todo o material publicado sobre Net One. Desejamos também que essa reflexão seja enriquecida com as teorias da comunicação clássicas e com as atualmente em destaque no mundo acadêmico.

Atualização 18/9/7: Nesse sentido já realizamos uma discussão sobre a Escola de Frankfurt e outra acerca de um resumo de 20 páginas elaborado por Frat&Mídia sobre as Teorias da Comunicação. Ambas as discussões podem ser solicitadas pelo endereço fratemidia@hotmail.com. O resumo pode ser encontrado no próprio endereço, mediante a senha netone2000 (só revelada a membros do Frat&Mídia).

Nosso esforço de elaboração teórica quer ainda levar em consideração e  refletir criticamente sobre a prática profissional e a lógica de mercado da comunicação.

Acreditamos estar no começo – e sabemos que já é bastante ousadia dizer que “é um começo” -, plantando a semente do que pode ser no futuro – distante ou menos distante, não sabemos – uma teoria da comunicação baseada na fraternidade.

5) Via Internet: cerca de 90 agentes da comunicação em contato

a) Uma “artesanal” troca de e-mails

O Frat&Mídia se comunica via Internet – e pela Grande Rede procura empreender as mesmas estratégias enumeradas anteriormente – por meio de uma “artesanal” troca de e-mails.

Um dos integrantes possui um mailing com cerca de 90 pessoas no Brasil, e algumas no exterior. As mensagens e as suas eventuais respostas são transmitidas a todo o mailing.

A falta de tempo é talvez a principal causa de não termos ainda um sistema mais aperfeiçoado. Em nossos encontros presenciais foi comentado que sistemas convencionais como e-groups acabam saturando as caixas de entrada.

Atualização (18/9/7): em 25 de outubro de 2006 foi lançado o endereço fratemidia@hotmail.com, com caixa de entrada aberta somente aos membros do grupo por meio da senha netone2000. O novo endereço, aos poucos, substituiu o sistema citado no parágrafo anterior, em que “um dos integrantes” transmitia as mensagens do Frat&Mídia, e retransmitia por um endereço pessoal, as respostas, “a todo o mailing”.

b) Uma nova ferramenta para nossa comunicação virtual

Realizamos, em 2005, uma discussão interessante, via e-mail, da qual vários participaram, sobre a necessidade de um novo sistema para nossa comunicação virtual.

Como fruto desse debate,  também tentamos recentemente manter um site onde poderíamos postar nossas discussões. Foi uma ótima iniciativa de um dos nossos companheiros. Mas, infelizmente, por motivo de trabalho e transferência de cidade, essa pessoa não pôde continuar dando suporte à homepage.

Estamos, portanto, à espera de novas propostas, não só de idéias, entretanto, mas de pessoas que possam se dedicar A AJUDAR NA IMPLANTAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO de uma nova ferramenta na Internet que venha a facilitar a comunicação do Frat&Mídia.

A idéia é que, além dos convites para os encontros presenciais e dos informes sobre essas reuniões, possamos por meio dessa nova ferramenta realizar discussões, partilhar experiências e propor ações via Internet para os demais integrantes do grupo.

Atualização (18/9/7): Estamos testando e avaliando o site lançado por Eduardo Cordeiro, analista de sistemas ligado ao Frat&Mídia, residente em Porto Alegre: www.it4unity.com. Caso você queira contribuir com o aperfeiçoamento dessa ferramenta, mande sua opinião para fratemí dia@hotmail.com e veja na caixa de entrada do endereço outras avaliações sobre o site.

5) Possibilidade de ação concreta

Frat&Mídia está consciente de que, antes de qualquer ação concreta, o primeiro objetivo do grupo é tornar real e visível a fraternidade entre seus integrantes.

Sabe também que a ação requer preparo teórico, prático e organizacional e, ainda, que o aumento do número de integrantes é desejável para que se faça algo de efetivo na mídia.

O grupo quer, entretanto, observadas essas premissas e as possibilidades concretas de seus membros, estar aberto a ações como:

a) Realização de um congresso regional ou nacional. Atualização 19/9/7

Está marcado para o período de 15 a 17 de fevereiro de 2008, o Congresso Nacional com o tema “A fraternidade e a comunicação. O resgate da pessoa pela comunicação”. Os integrantes de Frat&Mídia aguardam e preparam com grande expectativa este evento que se realizará em Vargem Grande Paulista.

b) Envolvimento com ações por uma mídia melhor, individuais ou coletivas, iniciadas por integrantes do grupo ou por pessoas e entidades com os quais estejamos em contato

c) Analisar proposta de trabalho para que Frat&Mídia elabore um plano de divulgação, na região Sudeste, da Semana Mundo Unido, evento anual dos Jovens por Um Mundo Unido, setor jovem do Movimento dos Focolares. A Semana Mundo Unido, que ocorre no mês de outubro nos cinco continentes, tem o objetivo de formar uma opinião pública favorável a um mundo fraterno, lançando mão de manifestações públicas e procurando espaço na mídia.